quinta-feira, 5 de março de 2015

MEMÓRIA CURTA DE UMA IMPRENSA RIDÍCULA

POR: JOÃO VITOR VIANA

Eu respeito muito a imprensa, mas quando ela faz o seu papel: noticiar, enunciar, anunciar, denunciar. Quando começa a fazer colocações pejorativas e, até de certa forma, inapropriadas, chamamos de bairrismo, ou tendenciosa.

Ontem li ESSA REPORTAGEM do site UOL, cujo título me espantou: "Como Atlético-MG e Cruzeiro deixaram de ser centro das atenções no Brasil". Como assim? Três meses ou pouco mais de cinco ou seis jogos são suficientes para sobrepor aos últimos dois anos? O que esse UOL quer dizer? Ou melhor: o que uma postagem dessa quer chamar de atenção?

Na minha opinião, mais uma vez, denegrir o futebol mineiro, que luta, há décadas, por um lugar ao sol. E aqui, deixando de lado quaisquer diferenças com o outro lado, temos que ser fortes. É muita coisa contra. Já não basta os patrocínios serem menores, as cotas de TV serem desproporcionais e termos que fazer verdadeiras mágicas anuais para sobrepor os megainvestimentos em Rio e São Paulo, ainda vem a imprensa e nos taxam de ultrapassados.

Sabe o que é ultrapassado, UOL? É um time carioca, de tradição como é o Botafogo, estar na Série B. É um time como o Vasco, de tantos títulos, vibrar com volta de Eurico Miranda. É o Flamengo, com uma dívida infinita ainda estar aberto e jogando Série A. É o Fluminense ser rebaixado e não cair de fato. É o Corinthians ser beneficiado em 2005 com a máfia do apito e ninguém mais falar nisso. É o Santos vender Diego, Robinho, Ganso, Neymar, Elano, Alex e hoje não ter dinheiro para manter Aranha. É o Palmeiras cair e quase voltar para a Série B. isso é vergonhoso. Isso é ser um futebol atrasado, ultrapassado e que não dignifica o país. Talvez, por isso, há um bom tempo aqui já não seja o país do futebol. O maior centro de dinheiro encontra-se há anos luz de uma realidade e a mídia acompanha essa joça.

Desde 2003, o Cruzeiro, em raras exceções, faz campanhas belíssimas. Até nosso rival teve um ano de 2013 bom e também 2014. Somos bicampeões brasileiros e estamos na Libertadores, foco do primeiro semestre. Por que não estamos no foco? O Flamengo está mais no foco jogando com Olaria? O Santos está mais no foco enfrentando Penapolense? O Palmeiras está mais no foco jogando contra Audax?

UOL, lave a boca para falar de Minas, que há dois anos cala o Brasil. Esse Brasil, aliás, de comentaristas e jornalistas corneteiros! De jornalistas e comentaristas tendenciosos, nada profissionais e que torcem, de forma infantil, por um nicho do futebol que não o melhor. Rebaixem-se ao centro do futebol brasileiro desde 2013! E vai um aviso! 2015 tem mais!

QUISERAM MENOS DA METADE. ANO PASSADO BRIGARAM POR 10%. DIRETORIA BIPOLAR?

POR: MARCÃO ANTI-GALO

A torcida do nosso rivalzinho de Vespasiano ama que o time jogue no Mineirão para aparentar ser maior do que realmente é. Gosta de ver a diretoria brigando por direitos até quando não os tem. Gosta de falar que o Horto é a casa e o Mineirão o parque de diversão. É... mas poucos terão a oportunidade de ver a partida. Se vai ser diversão ou não (espero que não), são outros quinhentos. Mas a diretoria, diferentemente do ano passado, dessa vez, arregou.

O Cruzeiro foi solícito. Disponibilizou até um pouco a mais que os 10% ditos na regra. Mas o presidente de lá e seu departamento incompetente de marketing só pediram 1050 ingressos. Antes não terem pedido nada! Afinal, restringiram o direito do torcedor deles e muitos, já soube, ficaram frangas loucas!

Ainda não pediram a cabeça do presidente, mas já chamaram o advogado de idiota, o outro dirigente de incompetente, outro de burro e por aí vai. E olha: não estão errados. Talvez, pela primeira vez, não vá ficar contra o torcedor do lado de lá, sofrido por natureza, com mancha de Série B nas costas e, agora, com um presidente banana.

Dirigente vir falar que não consegue vender 6 mil ingressos em três dias? O Cruzeiro vendeu 25 mil em horas! O que isso quer dizer? Que a torcida encolheu? Que não há como mobilizar torcedor se não puser ingresso a R$ 1?

Ano passado o ex-dirigente, sempre muito educado, só não pôs fogo por onde passou não sei porquê. Porque é louco de pedra! Brigava até por aquilo que não tinha razão. O presidente atual deles se assemelha muito a um ex-presidente, meio "Rainha da Inglaterra".

O estranho é que a diretoria mudou muito pouco do ano passado para cá. E volto a perguntar novamente: a torcida sumiu? Se a diretoria do ano passado queria até metade do Mineirão e esse quer 2%. Por que? 

Talvez apenas amenizando uma situação do Brasileiro, quando o jogo será naquele poleiro, que sequer pertence a eles. Mas fique tranquilo, Nepomuceno! O Cruzeiro já disse que não vai pedir nem um mísero ingresso. Não quer pagar por idiotas que vão ao campo só para tumultuar. E não são poucos. Tanto que brigam até entre eles mesmos.

No meio de 60 mil cruzeirenses, espero que esses mil e poucos aventureiros peguem a bandeira, blá, blá, blá, e vão embora.

HORA DE RESPIRAR O PRÓXIMO JOGO E MUDAR A FORMA DE JOGAR PARA VENCER COM PROPRIEDADE

POR: RAPOSO SENSATO

O empate com sabor amargo ficou para trás.

O foco mudou.

O chip trocou.

O pensamento, agora, é o nosso maior rival.

Rival esse que, aliás, não vem bem das pernas.

Perdeu três seguidas, duas pela Libertadores.

Ganhou do frágil Guarani-DIV e, mesmo assim, sem encantar.

Time bem abaixo daquele do ano passado.

Também se remontando.

Mas isso não quer dizer que a parada será fácil.

Pode ser 0 a 0 ou um 6 a 1.

Se jogar como fez diante do Huracán, só com bolinhas na área, periga até ser surpreendido.

Por isso, o Maior de Minas tem que respirar o clássico.

Tem que pensar em como envolver nosso rival.

Em como ganhar o jogo.

Em como ser dinâmico.

Nada de pragmatismo!

Nada de ficar só levantando bola na área.

Tem que ser criativo.

Que o Marcelo, aniversariante de ontem, abra a mente, mude algumas peças e ponha o time para frente.

O Cruzeiro precisa de equilíbrio, força, técnica e efusividade.

Não peço que seja perfeito.

Peço tão somente que seja eficiente e vença o jogo.

FRASE DO DIA: MARCÃO ANTI-GALO

"Acho uma pena o jogo diante do nosso rival ser dia 8. Tinha que ter caído no dia 6. Afinal, de cair e de levar de seis, nosso rival entende"

MARCÃO ANTI-GALO, COMENTARISTA

CURTINHAS

DAGOL APRESENTADO NO VASCO
O mais novo reforço do Vasco foi apresentado nesta quarta-feira. Com 31 anos de idade e vários títulos de âmbito nacional, Dagoberto estava no Cruzeiro, bicampeão brasileiro, e chega para ser titular no cruz-maltino. O jogador revelou que já conversou com o técnico Doriva, mas que teve mais contato com os companheiros até o momento: “Mais com os jogadores. Com o Doriva foi bem rápido. Hoje de manhã no treino batemos um papo rápido, mas é dar continuidade ao trabalho”, afirmou o jogador, que também revelou ter recebido propostas de outras equipes. “Tive propostas no Brasil, outras também de fora, mas era a melhor escolha, foi muito rápida, simples e estou feliz. Estou feliz para fazer algo, com muita vontade de jogar novamente”.

RESERVAS TREINARAM NA TOCA ONTEM
Os jogadores do Cruzeiro voltaram aos trabalhos na tarde desta quarta-feira, na Toca da Raposa II, depois de empatar com o Huracán, nessa terça, pela Copa Libertadores. Como de praxe, os titulares fizeram apenas um trabalho regenerativo na academia do CT, enquanto os reservas foram a campo. Os suplentes disputaram um treino coletivo comandado pelo auxiliar Tico dos Santos. Um dos times foi formado por Rafael; Ceará, Manoel, Grolli e Breno Lopes; Willian Farias, Gabriel (da base), Marcos Vinicius e Riascos; Neilton e Joel.

VINDA DE WILLIANS TEVE "DEDO" DE ABEL BRAGA
Abel Braga não tem uma relação tão estreita com o Cruzeiro, embora tenha defendido o clube na década de 1980, quando ainda era jogador. No entanto, foi responsável direto pela contratação de Willians, volante que chegou à Toca da Raposa II para dar uma nova cara ao time bicampeão brasileiro consecutivo.
O meio-campista foi contratado a pedido de Marcelo Oliveira devido ao seu estilo de vibração e raça, fatores os quais considera essenciais para a formação da equipe. O aval de Abel, seu treinador durante a temporada passada, no Internacional, foi fundamental para que o acordo tenha ocorrido. O atleta é quem revela a situação e destaca a participação do ex-técnico. "Sou um jogador tranquilo. Foram atrás do Abel (Braga), que foi meu treinador. O Marcelo (Oliveira) foi atrás, perguntou como eu sou dentro e fora de campo, coisas desse tipo. O Abel me rasgou elogios, porque eu sempre ajudei o Inter no ano passado. Quando jogador e treinador se fecham, tudo vai bem. O Abel era assim comigo. A gente sempre conversou, teve diálogo. Quando treinador e jogador se entendem, dá tudo certo", disse. Um dos responsáveis diretos pela negociação, o supervisor de futebol Benecy Queiroz relata que a aprovação de Abel Braga, amigo de Tico dos Santos, auxiliar técnico de Marcelo Oliveira, contribuiu para o desfecho positivo. "Isso é norma nossa, o treinador conversar com o antigo treinador. O assistente do Abel (Braga) é cunhado do Tico. Então, ele passou para nós todas as informações referentes ao comportamento do jogador fora de campo. E as informações foram as melhores possíveis, o que contribuiu bastante para o acordo", contou.

PROMESSA DE BOM PÚBLICO

Começa nesta quinta-feira a venda de ingressos para o torcedor do Cruzeiro nas bilheterias, para a partida contra o Rival, no domingo, às 16h, no Mineirão. Os preços dos bilhetes foram mantidos em relação aos últimos jogos. Há meia-entrada em todos os setores, para estudantes, menores de 12 anos e maiores de 60.

Os sócios do futebol do clube já garantiram 25 mil lugares até a tarde desta quarta-feira. Como a venda para associados ocorre ininterruptamente pela internet 24 horas por dia, não é possível cravar a carga disponível para o torcedor comum nas bilheterias. 

Preços dos ingressos nas bilheterias:

Amarelo Inferior (Portão C): R$ 50
Laranja Inferior (Portão F): R$ 50
Amarelo Superior (Portão C): R$ 80 (esgotado pelos sócios)
Laranja Superior (Portão F): R$ 80
Vermelho Superior (Portões D e E): R$ 100
Roxo Superior (Portão B): R$ 120
Vermelho Inferior (Portões D e E): R$ 130
Vermelho Inferior (Minas Arena): R$ 150
Roxo Inferior (Minas Arena): R$ 170

Postos de venda e horários:

Ginásio do Barro Preto:
Quinta-feira, das 10h às 18h
Sexta-feira, das 10h às 18h
Sábado das 10h às 15h
No domingo a bilheteria do Barro Preto não será aberta

Bilheteria Sul do Mineirão:

Quinta, sexta e sábado, das 10h às 18h
Domingo, das 10h até os 10 minutos do segundo tempo

LINK ORIGINAL

quarta-feira, 4 de março de 2015

MISTO DE RUINDADE COM INGENUIDADE

POR: RAPOSO SENSATO

Jogamos mal. 

Fato.

Erramos muito.

Fato.

Criamos quase nada.

Fato.

Erramos quando tivemos as poucas oportunidades.

Fato.

Isso é ruindade?

Talvez.

Mais incompetência, mais nervosismo, mais incapacidade, mais afobação.

Mais que acabam sendo menos.

Principalmente menos gols.

Gols que, aliás, sequer marcamos na Libertadores ainda.

Dois jogos e... nada.

Talvez tenhamos sido ingênuos, ruins e incompetentes.

Talvez pensamos que ganharíamos a qualquer hora porque nós somos Cruzeiro.

Em futebol, nada é tão simples.

E quando ainda dificultam, errando na escalação, na alteração e não motivando o time, ainda mais.

Observei o nosso treinador o jogo inteiro.

Não o vi vibrante.

Não o vi pensador.

Vi um gesto apenas: mão no queixo e outra na barriga.

Vendo o jogo de longe, tentando, por paliativos, corrigir um erro inicial.

Um erro de lista de 30 nomes.

Da convocação dos 19 para o jogo.

E das três alterações.

Técnico ingênuo, time ingênuo e inócuo.

Assim foi, resumidamente, o jogo de ontem.

CRUZEIRO CARECE DE TÉCNICA E DE UM HOMEM DA BOLA PARADA

POR: MARCÃO ANTI-GALO

Fui ao Mineirão ontem e não gostei do que vi. Um amontoado de jogador que não sabe o que fazer com a bola, um treinador que não grita e fica somente com a mão no queixo, e um armador que me tira do sério: Marquinhos.

Não tenho nada contra a pessoa do jogador, mas tecnicamente é horroroso. E o pior é que ele é o homem da bola parada. Bate escanteio, bate falta. Daqui a pouco bate até tiro de meta. E como bate mal! De Arrascaeta, a quem deposito ainda minhas esperanças, é outro que não sabe exercer esse fundamento. Perdemos Everton Ribeiro, Lucas Silva, Nilton. Nos restou Marquinhos. E em vários momentos quase arranquei os meus cabelos nas arquibancadas.

Achei, por alguns jogos, que a coisa poderia melhorar em 2015. Em 2014 ele teve alguns lapsos de jogador, fez gols importantes. Em 2015, iniciou mal, melhorou, mas ontem voltou a ser abaixo da crítica. Horrível! Volta a bola em vez de acelerar o jogo; cobra mal escanteio, não tabela, não cria. Se ele é o armador, deveria ser quem cria a jogada, certo? Mas não é capaz disso! E vou culpá-lo? Não! Vou criticá-lo. Porque não tem a menor condição de ser titular do Cruzeiro, assim como Willian Farias não tem e, graças a Deus, contratamos o Willians, para mim, o melhor em campo ontem. Marquinhos não dá. Culpo o Marcelo. Ele escala. E outra: o Marcelo, em breve, vai queimar o De Arrascaeta! No Defensor ele jogava pela esquerda, com Gedoz centralizado. No Cruzeiro, ele deveria ocupar o mesmo setor, Willian (ou Alisson) na direita e um armador no meio, no meu modo de ver, Gabriel Xavier (ou até o Neílton). Mas jamais Marquinhos, a quem agradeço desde já os serviços, mas amanhã dispensaria por produtividade.

O time carece de técnica, de jogador inteligente, que põe a bola no chão, que olha, que passa, que cria, que tabela, que faz algo de diferente. Diante do Huracán jogamos como se estivéssemos jogando contra times pequenos do Campeonato Mineiro. É assim que queremos ser tricampeões? É sem ter um homem que assuma a bola parada e faça a diferença que vamos querer ganhar os jogos? É simplesmente cruzando bolas na área do adversário que vamos triunfar?

O time está mal escalado, é mal modificado e o treinador deve corrigir isso o quanto antes. Se não pudemos, ontem, contar com Joel, por que não promover ao menos a inclusão de Gabriel Xavier no banco? Willian Farias e Gilson eram melhores opções porque?

Ainda estamos no início, mas a paciência com tanta bobagem feita em pouco tempo também está acabando.

QUE JOGO VOCÊ VIU?

POR: JOÃO VITOR VIANA

Logo após o jogo fiz um post sobre a minha leitura do jogo entre Cruzeiro e Huracán. Eu e amigos que viram comigo vimos um jogo. Pelo rádio, ouvi comentários completamente diferentes daquilo que assisti. E até por isso quero perguntar aos senhores e senhoras que acessam o BLOG SITE para fazer uma análise do jogo. Qual você viu? O que Marquinhos foi um dos piores em campo ou o que ele é titular absoluto da meia-direita? O jogo que Marcelo errou desde a escalação ou o jogo que Marcelo, sobriamente, analisou? 

Bom, eu vi um jogo ruim, de excessos de erros e falta de criatividade. Vi uma partida aquém do que o Cruzeiro pode e deve mostrar e vi 27 mil pessoas descrentes em um time que tem tudo para embalar, mas em jogos decisivos não emplaca. 

O jogo que vi foi basicamente um: levantar bola na área. Como se no basquete os atletas tentassem tão somente arremessos de três pontos, sem sucesso, e continuassem insistindo. Mas até no basquete há a possibilidade de fazer dois pontos ou um ponto (lance livre). Mas o Cruzeiro não tentou outra alternativa. Não cavou falta, não criou jogada que poderia resultar em pênalti, chutou somente no segundo tempo de fora da área. Foi muito pouco para um time tão grande e tão temido.

O jogo que vi não foi o jogo do "mesmo jogando mal poderia ter vencido". Poderia ter perdido também. Ou o comentarista do rádio não viu dois chutes perigosos do Huracán no segundo tempo? Estava no banheiro, sentado? Estava comendo, enchendo o "pandu" e perdeu o lance? Vamos comentar seriamente!

Não estou aqui para criar discórdia, mas tão somente para analisar o jogo e o que poderia ter acontecido. Comentarista do acontecido? Tudo bem. Que seja. Mas o Cruzeiro não poderia se dar ao luxo de ter um banco tão sem sentido, um meio-campo tão pouco criativo e não sair de um esquema engessado criado para atletas como Ricardo Goulart, Everton Ribeiro, Marcelo Moreno, Lucas Silva e Egídio que, infelizmente, não temos mais. Não seria melhor pensar em um esquema aproveitando melhor a qualidade dos nossos jogadores?

Que tal por o Judivan como segundo atacante, como ele jogava na base? Por que não por Alisson armando o time, vindo de trás? Por que não deslocar o De Arrascaeta para a esquerda se no meio ele está rendendo bem abaixo do que pode? Será pedir demais que os atletas atuem em suas posições e assim produzam mais em campo e ajudem mais o time? Acho que não.

O Cruzeiro jogou mal, pecou muito e desperdiçou uma chance incrível de ser líder. Terá, agora, que vencer o Mineros, na Venezuela. Como disse no post anterior, terá que melhorar muito para vencer lá. E olha que o Mineros é um dos piores times dessa Libertadores. Espero que já diante dos nossos rivais, no domingo, no Mineirão, vejamos uma reação e uma disposição tática diferente. Caso contrário, bom... deixa para lá.

PARA MARCELO, A CULPA FOI DO DESENTROSAMENTO

O Cruzeiro encontrou uma defesa fechada nesta terça-feira e não conseguiu sair do 0 a 0 contra o Huracán, no Mineirão, pela Libertadores. No fim do jogo, o técnico Marcelo Oliveira lamentou a falta de entrosamento da equipe. Para ele, faltou a criatividade inerente a um time entrosado para conseguir chegar aos gols.

“O entrosamento é fundamental quando se pega equipes fechadas. O espaço é pequeno, são segundos para tomar uma decisão e às vezes não se sabe onde está o companheiro. Quando o time está entrosado, todos já sabem a passada do lateral. O Cruzeiro não tem um time absolutamente entrosado e faz falta quando é Libertadores e o adversário joga fechado, porque tem que decidir rapidamente a jogada. Um time entrosado faz isso de forma muito natural”, analisou Marcelo.

O treinador viu o Cruzeiro com bom volume de jogo, mas com dificuldade no passe final para finalizar. Para ele, “não era dia de a bola entrar”. O clube celeste até balançou as redes, no início do primeiro tempo, mas o tento foi mal anulado pela arbitragem. Apesar do erro do assistente, Marcelo Oliveira não o crucificou. O treinador crê em evolução do time nos próximos jogos.

“É um lance difícil, não dá para condenar o bandeirinha. Nosso volume foi bom, tivemos 13 finalizações, nove escanteios, 20 jogadas de linha de fundo. A bola passou perto algumas vezes. Houve muita luta, fizemos de tudo para o time chegar mais, mas não era o dia de a bola entrar. A tendência é melhorar na medida em que a bola for entrando, porque aí a gente ganha mais confiança”, concluiu o técnico celeste.

APÓS QUATRO MESES, ALISSON VOLTA

Depois de quatro meses e meio sem jogar, Alisson voltou a defender o Cruzeiro na noite desta terça-feira. Acionado no segundo tempo do empate com o Huracán, por 0 a 0, no Mineirão, o camisa 11 ficou satisfeito com seu retorno após longo tempo.

“Estou feliz com retorno. Passo a passo, vou reconquistar minha forma e poder  ajudar o Cruzeiro”, afirmou. “Foi o primeiro jogo depois de quase cinco meses que fiquei parado. Estou muito feliz pelo que pude fazer, tentei dar meu melhor, mas podem ter certeza que vou evoluir nos próximo jogos. Vou tentar fazer melhor do que no ano passado”, acrescentou.

O último jogo disputado por Alisson foi em outubro de 2014, quando o Cruzeiro empatou com o Palmeiras por 1 a 1, no Mineirão. Na pré-temporada de 2015, ele voltou a se lesionar.

Recuperado de lesão muscular na coxa esquerda, Alisson ficou no banco de reservas contra o Huracán e substituiu Willian no intervalo. A participação do meia-atacante foi elogiada por Marcelo Oliveira.

“Ele voltou hoje, mas poderia até ter sido usado contra Tupi. Preferimos esperar. Ele entrou porque fez coisas muito boas nos treinamentos e durante a semana. Isso me deu convicção de que ele poderia fazer isso no jogo, e até tentou. É um jogador brilhante que vai nos ajudar muito na sequência”, avaliou o treinador cruzeirense.

FALA, JOGADOR!

PAULO ANDRÉ
O zagueiro Paulo André mantém o foco na Libertadores. Segundo o defensor, uma vitória contra o Mineros, da Venezuela, ajudará a equipe a ter mais tranquilidade na sequência da competição. “Espero que a gente tenha tranquilidade no Campeonato Mineiro, mas principalmente que a gente consiga recuperar os pontos perdidos fora de casa, contra o Mineros, na Venezuela. Precisamos ganhar gordura para jogar mais tranquilos nos jogos e ter mais confiança para traduzir o que a gente produz em gol”, concluiu.

JUDIVAN
“Era um jogo importante. Não era esse resultado que esperávamos. O empate não estava nos nossos planos, mas agora temos de dar continuidade no trabalho, porque temos outro jogo importante no domingo”, disse o jovem jogador.

terça-feira, 3 de março de 2015

O PRAGMATISMO VENCEU E O CRUZEIRO EMPATOU

POR: JOÃO VITOR VIANA

Não havia desculpa de altitude, de cansaço, de nada. O time estava inteiro e, segundo Marcelo Oliveira, é o titular. Foi a campo e desapontou. Não pelo domínio, que teve, mas pela falta de criatividade e excesso de pragmatismo. Durante os 90 minutos, só vimos bolas alçadas na área. E pior: sem a menor qualidade. E deu no que deu: 0 a 0 diante de um fraco Huracán, cujos torcedores vibraram após o apito final do árbitro.

Mas a vibração dos torcedores a que me refiro não é porque o Cruzeiro jogou bem, massacrou e o time argentino conseguiu se safar não. Foi pelo empenho dos jogadores adversários, que sabemos de suas limitações, jogaram de forma inteligente. Defenderam, esfriaram o jogo e ainda tiveram chances de marcar no final do jogo, em chutes perigosos a gol.

E chutar a gol foi justamente o que o Cruzeiro deveria fazer, mas não fez. Foi omisso, preferindo cruzar bolas para a área. Não importa de onde, se da intermediária, da linha de fundo ou através de bico da zaga. O importante não era tabelas, chutar a gol, criar, envolver o adversário. A conclusão a que chego é que o Cruzeiro entrou para esse jogo de Libertadores com espírito de Campeonato Mineiro. Não tem outra explicação. Ou então achou que ganharia a qualquer hora. Mas o tempo foi passando, o desespero aumentando, assim como os erros.

E como errou o Cruzeiro! Diferentemente do que ouvi na Itatiaia após o jogo, a partida não foi ruim tecnicamente. Foi péssima! O Cruzeiro, na primeira etapa, não exigiu uma defesa sequer do goleiro Giordano que, aliás, é horrível. No segundo tempo, já na base do abafa e depois de alterações ruins, como a saída de De Arrascaeta - que não estava bem, mas podia fazer algo a mais -, e de Henrique - que quando saiu permitiu contra-ataques quase mortais do Huracán -, a bola chegou mais ao gol adversário. Na última oportunidade real do jogo, Judivan, de frente para o gol, desperdiçou.

Na minha avaliação, o Cruzeiro é um time bom tecnicamente, mas sem esquema tático. Talvez o treinador, de forma equivocada, esteja forçando a adaptação de jogadores dentro de um esquema engessado, não usando, ao contrário, o jogador para formar um esquema. Judivan não é meia; Marquinhos também não; Alisson não é atacante. O maior problema do Cruzeiro, no meu entender, é tático. E ainda: é preciso ter um banco melhor selecionado. Diante de um time que sabidamente catimba, que é complicado fora de casa, jamais pode-se dar ao luxo de levar um lateral em detrimento de um armador, como Gabriel Xavier, que veio até para ser testado ali e tentar ser esse alimentador do ataque. 

O Cruzeiro, diante do Huracán, foi mal. Mostrou incapacidade, falta de categoria, falta de criatividade e teimosia do treinador. Não é com excesso de atacantes que um time fica ofensivo, mas sim fazendo um time equilibrado, criativo, dinâmico e veloz. Do jeito que jogou contra o Huracán, tenho minhas dúvidas se ganha do Mineros de Guayana.

BRASÍLIA: BOM PALCO. MINEIRÃO: NOSSA CASA

POR: MARCÃO ANTI-GALO

Hoje é dia de Cruzeiro no nosso palco: a Toca da Raposa III, conhecido mundialmente por Mineirão, o Gigante da Pampulha. Estreia na Libertadores dentro de casa. Imaginando que nossa sorte poderia ser igual no ano passado, quando atropelamos o Universidad de Chile por 5 a 1 em noite de Goulart e Dagoberto.

O Mineirão, aliás, é a nossa casa, onde devemos mandar os jogos e afundar os adversários. É onde hoje temos que vencer e domingo destruir. E tomara que isso aconteça, pois temos time para vencer essas duas partidas.

Já no Brasileiro, não poderemos jogar no Mineirão, mesmo sendo nosso o mando de campo. Teremos que cumprir punição e o jogo vai para Brasília que, aliás, é um grande reduto de cruzeirenses.

Certo de um Mané Garrincha cheio, o Cruzeiro vai para lá, possivelmente com time misto, já que possivelmente estará envolvido na Libertadores. O mesmo caso do Corinthians. Mas no Brasileiro ou Libertadores ou qualquer campeonato, o que interessa é a vitória. Com time misto ou não, Brasília receberá, tenho certeza, um grande jogo.

Assim como também deverá ser a partida de hoje. Não importa se o adversário vai com desfalque no gol ou mudança na linha do time. Vamos com o que temos de melhor. E na nossa casa, no nosso reduto, no nosso palco, temos que fazer aquilo que há mais de 90 anos fazemos e nos últimos dois anos temos imperado: vencer. 

Vamos juntos, Cruzeiro! Em busca de uma sequência vitoriosa e positiva a começar por hoje. Que venham os três pontos e que domingo tenha mais! Assim como nossa estreia no Brasileiro. Mas isso ainda é papo para daqui um tempo.

QUANTA IDIOTICE! AGORA INGRESSO NO BRASILEIRO TEM VALOR MÍNIMO!

POR: RAPOSO SENSATO

Chega a ser escabroso!

Mas o dono do espetáculo não poderá, nesse Brasileiro, estipular o valor mínimo do seu ingresso.

O espetáculo é privado, mas a CBF já mete o bedelho.

Dizem que para haver promoção, a CBF precisa autorizar.

Aí me vem uma dúvida. 

Você faz a festa, chama os convidados e um terceiro estipula o valor que cada um vai pagar?

Isso não é legal nem aqui nem na China!

Os times deveriam bater o pé e dizer que não aceitam tal medida.

Espetáculo é privado.

CBF é privada.

Não há porque haver pitaco da entidade.

Chega a ser ridículo.

Tudo bem que na maioria dos jogos o valor do ingresso não é menor que isso.

Mas e para as equipes menores que mal tem torcedor?

E para as equipes que por ventura entram em crise?

Vamos ver como será essa concessão da CBF.

Ao meu ver, completamente furada.

Além de uma vontade enorme de aparecer.

25 MIL GARANTIDOS NO JOGO DE HOJE!

O Cruzeiro divulgou, na noite desta segunda-feira, o balanço da venda antecipada de ingressos para a partida contra o Huracán-ARG, nesta terça, às 22h, no Mineirão. Até o momento, 25 mil torcedores já garantiram entrada no estádio.

Este balanço inclui as vendas na bilheteria, a comercialização na internet e ainda os sócios que têm lugar garantido no Mineirão.

A venda prossegue nesta terça-feira nas bilheterias do Barro Preto, de 10h às 15h. Já no Mineirão a venda ocorre de 10h até o início do segundo tempo, ininterruptamente. Sócios do futebol podem comprar bilhetes com desconto até as 16h, pela internet.

Preços dos ingressos nas bilheterias:

Amarelo Inferior (Portão C): R$ 50
Laranja Inferior (Portão F): R$ 50
Amarelo Superior (Portão C): R$ 80
Laranja Superior (Portão F): R$ 80
Vermelho Superior (Portões D e E): R$ 100
Roxo Superior (Portão B): R$ 120
Vermelho Inferior (Portões D e E): R$ 130

Postos de venda e horários nesta terça:

Ginásio do Barro Preto - 10h às 15h
Bilheteria Sul do Mineirão - 10h até os 10 minutos do segundo tempo
Bilheteria Norte do Mineirão - 10h até os 10 minutos do segundo tempo

Torcida do Huracán:
Bilheteria Norte do Mineirão - 10h até 10 minutos do segundo tempo
Roxo Superior (Portão A): R$ 120

Setores VIP e camarotes:


Cadeira Especial Leste (setor vermelho) - R$150
Cadeira Especial Oeste (setor roxo) - R$170
Hall Principal - Cadeira Vip - R$260
Hall Principal - Vip Superior - R$280
Hall Principal - Camarote Oeste - 18 Lugares - R$4.860
Hall Principal - Camarote Oeste - 20 Lugares - R$5.400
(A venda dos setores VIP ocorre pelo site Futebol Card)